sexta-feira, 13 de julho de 2012

Desenho de um estudo

Classificação dos desenhos de estudo

O classificação do desenho de um estudo está diretamente relacionado com o tipo de abordagem metodológica que será utilizado para responder à pergunta do estudo. No entanto, para que a classificação seja feita de maneira correta, é necessário observar os fatores mais importantes que irão determinar a escolha adequada do desenho.






quinta-feira, 12 de julho de 2012

Noções básicas sobre amostragem não probabilística (não aleatória)

Amostras não probabilística são muitas vezes a opção para alguns estudos devido à sua simplicidade ou, como acontece na maioria das vezes, não é possível ter uma amostra tão definida para se obterem amostras probabilísticas. As técnicas de amostragem não probabilísticas são utilizadas quando não se conhece a probabilidade de um elemento da população ser escolhido para participar da amostra. Em alguns estudos descritivos ou exploratórios pode não ser necessária a preocupação em conhecer esta probabilidade. Principalmente quando não é objetivo do estudo, fazer generalização dos resultados das análises estatísticas da amostra para a população de onde a amostra foi retirada.

IMPORTANTE: Desde que seja utilizada em determinadas situações e suas limitações sejam consideradas, a amostragem não probabilística pode ser usada em pesquisas acadêmicas e pesquisas de mercado trazendo contribuições aos estudos nos quais ela é empregada.

É preciso ficar claro para os pesquisadores e para os usuários da pesquisa que esse método possui inúmeras limitações, sendo inferior à amostragem probabilística em termos de precisão de resultados. Quando utilizar o processo de amostragem não probabilística LEMBRAR QUE os resultados produzidos por este tipo de pesquisa devem ser interpretados com cuidado.

O uso de amostragem não probabilística é uma das principais escolhas por alunos que desenvolvem um TCC, uma monografia ou uma Tese de Mestrado. Geralmente esses estudos são exploratórios e não existe a necessidade de uma amostra altamente "precisa" e também não se pretende generalizar os dados obtidos para a população.

Tipos de Amostragem Não Probabilística

a) Amostragem por Conveniência ou Acidental; 


b) Amostragem por Intenção ou por Julgamento;

c) Amostragem por quotas ou Proporcional;


a) Amostragem Não Probabilística por Conveniência ou Acidental: É adequada e freqüentemente utilizada para geração de idéias em pesquisas exploratórias. É empregada quando se deseja obter informações de maneira rápida e barata.

É o pesquisador quem define quais as unidades que são convenientes para a pesquisa. Este método é utilizado, geralmente, em pesquisas de opinião, em que os entrevistados são acidentalmente escolhidos é possível recrutar elementos para a amostra tais como; estudantes em sala de aula, mulheres no shopping, alguns amigos e vizinhos, pesquisas de opinião em praças públicas ou em ruas movimentadas de grandes cidades, etc.

b) Amostragem por Intenção ou por Julgamento: É baseada na escolha deliberada e exclui qualquer processo aleatório. Os elementos que deverão compor a amostra são julgados como adequados baseado em escolhas de casos específicos, na população onde o pesquisador está interessado. É o pesquisador quem escolhe os elementos para pertencer à amostra, por julgar tais elementos bem representativos da população.


Um exemplo deste tipo de amostragem corresponde à situação em que se deseja saber a aceitação em relação a uma nova marca de whisky a ser inserida no mercado de uma cidade. Somente entrarão para compor a amostra pessoas que façam uso da bebida e que tenham condições financeiras de comprar esta nova marca (classe social de maior poder aquisitivo)

c) Amostragem por quotas ou Proporcional: A amostra por quotas nada mais é que um tipo especial de amostra intencional (Mattar, F. p. 134). No entanto, na amostragem por quotas a população deve ser conhecida, pelo menos aproximadamente, de forma que a representatividade de cada grupo de dentro da população seja percebida na amostra. Geralmente, são consideradas várias características da população, como sexo, idade e tipo de trabalho - as variáveis mais comuns são áreas geográficas, sexo, idade, raça e uma medida qualquer de nível econômico, etc.

Depois de serem identificadas as proporções existentes de cada característica na população selecionada (escola, indústria, hospital, etc), o pesquisador estabelece um número ou quota de pessoas que possuem estas características determinadas e que serão incluídas pela pesquisa. A proporção dos elementos na amostra por quota deve ser similar às proporções encontradas na população de onde a amostra se originou. A grande diferença entre a amostragem por quotas e estratificada é que na amostragem por quotas os elementos não são selecionados através de aleatoriedade, enquanto que na estratificada a seleção dos elementos de cada estrato é feita utilizando amostragem aleatória A amostragem por quotas é freqüentemente usada em pesquisas de opinião e pesquisa de mercado.

Bibliografia:

MATTAR, F. Pesquisa de marketing. Ed. Atlas. 1996.

SELLTIZ, C. e col. Métodos de pesquisa nas relações sociais."Tradução de Dante Moreira Leite. São Paulo: EPU. Editora da Universidade de São Paulo, 1975.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Qual a diferença entre amostragem estratificada e amostragem por conglomerado?

É fácil confundir amostragem estratificada com amostragem por conglomerado porque ambas envolvem a formação de subgrupos (estratos).


Uma amostragem por conglomerado é indicada quando:

-Não se possui uma lista contendo todos os nomes dos elementos da população;

-Existe grande heterogeneidade entre os elementos da população;

-É preciso fazer entrevistas ou observações em grandes áreas geográficas;

-O custo de obtenção dos dados cresce com o aumento da distância entre os elementos;


Na amostragem por conglomerado, ao invés de selecionar elementos seleciona-se um grupo (famílias, organizações e quarteirões) ou seja, a unidade a ser sorteada inicialmente é um conglomerado o qual é formado por elementos (pessoas). De cada um desses conglomerados observa-se todos os seus elementos.


Uma amostragem estratificada é indicada quando:

- É fácil o acesso à uma lista contendo todos os nomes dos elementos da população;

-As informações sobre a população estão disponíveis e embora ela seja heterogênea posso identificar grupos homogêneos dentro dessa mesma população e assim dividi-la em diferentes estratos para depois obter uma amostra.


Na amostragem estratificada, a população (por exemplo de uma escola) é dividida em estratos (alunos do 3º, 4º e 7º ano) e os elementos que formarão a amostra são retirados de dentro de cada um desses estratos.

Bibliografia:

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Noções básicas sobre amostragem probabilística


A amostragem será probabilística quando cada elemento da população tem uma probabilidade conhecida e igual de ser selecionado. Caso contrário, a amostragem será não probabilística. Segundo essa definição, a amostragem probabilística implica um sorteio com regras bem determinadas, cuja realização só será possível se a população for finita e totalmente acessível. 

A grande vantagem deste método é que os resultados obtidos na pesquisa podem ser projetados para a população total.



Etapas a serem seguidas para a descrição de uma amostra

A pergunta da pesquisa é que determina o tipo de estudo, local, amostra, procedimentos, variáveis, cálculo do tamanho da amostra (Castro 1988, Soares 1998).Quanto mais bem elaborada for a pergunta da pesquisa, mais
fáceis será seu planejamento, execução e divulgação.

Os principais itens para a descrição da amostra são:


a) critérios de inclusão,
b) critérios de exclusão,
c) amostragem,

É muito importante que no método esteja descrito de forma detalhada os critérios adotados para a seleção da amostra (critérios de inclusão e exclusão).

a) Critérios de Inclusão: Os critérios de inclusão são as regras sobre as características específicas que uma pessoa deve ter para ser incluída no estudo. Devem ser citados e descritos quem e quais são os tipos de participantes (sujeitos da pesquisa) que serão estudados.

b) Critérios de Exclusão:Os critérios de exclusão devem ser entendidos como subconjuntos do critério de inclusão. Devem ser considerados os indivíduos que tenham outras características que poderiam dificultar a determinação do desfecho (resultado esperado pelo estudo).

c) Amostragem: Os procedimentos adotados para escolher os elementos da amostra (Técnica de amostragem utilizada e os critérios adotados para selecionar os elementos que irão compor a amostra); a forma como os participantes foram recrutados para a pesquisa para manter a representatividade da amostra (validade externa do estudo que é o mesmo que refere-se à inferência estatística, ou seja, quando se quer fazer a generalização dos resultados para toda a população de interesse).



A validade interna de um estudo está relacionada ao grau de confiança nos resultados obtidos com a amostra estudada. Ela nos permite saber até que ponto os resultados de um estudo epidemiológico são distorcidos em decorrência de erros metodológicos na concepção (desenho) do estudo e/ou na análise dos dados. Esta avaliação é feita quando se compara os resultados do estudo com o desenho e as análises realizadas.

A validade externa de uma pesquisa vai depender de se poder mostrar que os resultados obtidos nesta pesquisa não são dependentes da amostra ou da situação particular desta pesquisa, mas que suas conclusões são verdadeiras também para outros contextos, outras pessoas. A melhor estratégia para se garantir a validade externa de uma pesquisa é compor a amostra que será estudada com sujeitos que sejam selecionados aleatoriamente da população-alvo, de modo que a amostra seja epresentativa da população.


Bibliografia:


Castro AA. A pergunta da pesquisa. In: Atallah AN, Castro AA, editores. Medicina Baseada em Evidências. São Paulo: Lemos-Editorial; 1998.

Disponível em URL: http://www.evidencias.com/pergunta.pdf

Soares KVS, Castro AA. Projeto de pesquisa para ensaios clínicos randomizados. in: Atallah AN, Castro AA, editores. Medicina baseada em evidências: fundamentos da pesquisa clínica. São Paulo: Lemos-Editorial; 1998.

Disponível em URL: http://www.evidencias.com/projeto.pdf

Rodrigues Pedro Carvalho. Bioestatística/Pedro Carvalho Rodrigues – 2. ed. Aum—Niterói: EDUFF, 1993. 268 p.

Etapas a serem seguidas para a elaboração do Método

Na seção de Métodos primeiramente é necessário iniciar informando sobre o propósito geral do estudo. Ou seja: Será realizado um estudo descritivo, ou analítico?

São os objetivos de um estudo que vão definir se ele será analítico ou descritivo.



Quando um estudo é descritivo?
Um estudo é descritivo (também muitas vezes chamado de estudo exploratório) quando: O objetivo de estudo for descrever a distribuição dos agravos e dos fatores que estão relacionados ao seu aparecimento. Este tipo de estudo deverá ser sempre o primeiro passo da investigação. É indicado quando você poucos dados na literatura, que o informe sobre o tema que irá investigar. 


Deve-se lembrar que, os estudos descritivos SEMPRE serão observacionais, o que significa que o pesquisador não exerce controle sobre variáveis, limitando-se à observação e registro de eventos. Grande parte das investigações epidemiológicas se enquadra nesta classificação. São elas: Estudos de série temporais, estudos de correlação ecológica, levantamentos epidemiológicos, estudos seccionais ou transversais, estudos caso-controle e estudos de coorte (Gordis L, 2000). 

Nos estudos descritivos as técnicas utilizadas para a obtenção de informações são bastante diversas, destacando-se os questionários, as entrevistas e as observações. O pesquisador descreve o que ele observa, determina a freqüência em que este fato ocorre. O autor não está interessado em investigar a relação causa e efeito, ou seja: se o hábito de fumar causa câncer de pulmão, mas sim descrever entre o percentual de fumantes quantos tem diagnóstico de câncer de pulmão.

Quando um estudo é analítico?

Um estudo é analítico quando os objetivos do estudo forem verificar se o risco de desenvolver um determinado problema de saúde é maior entre o grupo exposto a determinado fator do que entre o grupo não-exposto a este fator.
O estudo analítico permite testar hipóteses que geralmente foram elaboradas a partir de estudos descritivos. E tem como propósito o estabelecimento de relação entre causa e efeito, ou seja, examinam a existência de associação entre uma exposição e uma doença ou qualquer outra condição relacionada principalmente à saúde.

domingo, 8 de julho de 2012

O que é um estudo observacional e o que é um estudo experimental?
















São os objetivos de um estudo que vão definir o tipo do estudo a ser realizado.

De um modo geral, os estudos podem ser observacionais ou experimentais.



Os estudos observacionais são conduzidos sem a ação do investigador, ele  simplesmente observa e mede o objeto de estudo (pacientes, as características da doença, etc) sem intervir ou modificar qualquer aspecto que esteja estudando. Podem ser analíticos ou descritivos. 

Nos estudos experimentais ou estudo de intervenção existe uma intervenção intencional do pesquisador sobre o objeto de estudo, seja pela exclusão, inclusão ou modificação de um determinado fator. São estudos onde o investigador se faz a seguinte pergunta: determinada intervenção funciona? Tem efeito? É melhor do que outra intervenção?  Portanto podemos definir os estudos experimentais como um teste. Uma comparação entre fazer alguma coisa e não fazer nada ou entre fazer alguma coisa e fazer outra diferente para ver qual a melhor decisão a ser tomada.


Os estudos observacionais podem ser analíticos ou descritivos.


Segundo Almeida Filho (1990), os estudos descritivos têm como objetivo registrar a frequência de determinado agravo e verificar sua distribuição no tempo (período do ano ou mês) e no espaço (localidades). Já os estudos analíticos buscam explicar a ocorrência de determinado agravo, buscando relacionar a sua ocorrência a um ou mais fatores. 


Bibliografia:
ALMEIDA FILHO, N. e M. Z. Rouquayrol. Introdução à Epidemiologia Moderna.
Salvador - Rio de Janeiro, Apce Produtos do Conhecimento e ABRASCO, co-
edição, 1990.

Métodos ou Material e Métodos


O método pode também ser denominado “Materiais e Métodos”, porém nunca como Metodologia, pois metodologia é o estudo do método. Pode ser definido como a maneira ou o conjunto de regras básicas empregadas em uma investigação científica com o intuito de obter resultados os mais confiáveis quanto for possível. É necessário que haja uma descrição completa dos procedimentos metodológicos a serem adotados e dados sobre: localidade onde foi realizada a pesquisa, população estudada, tipo de amostra, variáveis selecionadas, técnicas e métodos de coleta, processamento e análise dos dados, incluindo os de natureza estatística.
Essas regras básicas estão diretamente relacionadas com o tipo de pesquisa a ser realizada (qualitativa ou quantitativa) o método a ser empregado difere quanto ao tipo de pesquisa a ser realizada
·         Pesquisa é qualitativa: tem como objetivo observar, compreender e descrever o significado de um determinado dado. É muito utilizada nas ciências sociais. Ela não analisa, mas sim interpreta os dados. 

Pesquisaquantitativa: A pesquisa quantitativa é especialmente projetada para gerar medidas precisas e confiáveis que permitam uma análise estatística. Aplica-se a tudo o que pode ser medido. Requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas (percentagem, média, moda, mediana, desvio-padrão, coeficiente de correlação, análise de regressão, etc). A pesquisa quantitativa é utilizada quando se exige a explicação de um fenômeno através da coleta de dados que são analisados por métodos matemáticos. A primeira razão para se conduzir uma Pesquisa Quantitativa é descobrir, por exemplo, quantas pessoas de uma determinada população compartilham uma característica ou um grupo de características. Ela é especialmente projetada para gerar medidas precisas e confiáveis que permitam uma análise estatística. As pesquisas do tipo quantitativas são aplicadas tanto em estudos observacionais como em estudos experimentais.
É importante lembrar que cada tipo de estudo apresenta uma série de particularidades tanto àquelas relacionadas às estratégias utilizadas para a escolha da população de interesse quanto nas técnicas e procedimentos necessários para coletar e analisar os dados. 

Como fazer a Justificativa de um estudo

A  justificativa é um elemento muito importante, que serve principalmente para explicar a razão pela qual a realização do seu trabalho será ou foi relevante. Deve explicar os critérios que você utilizou para escolher o tema e formular as hipóteses. Cuidado para não tentar explicar porque você formulou as hipóteses, mas sim para exaltar a importância da escolha do tema a ser estudado. É na justificativa que o pesquisador deve apresentar o estado da arte, ou seja, o ponto no qual se encontram as pesquisas científicas sobre o tema escolhido.
Ainda seguindo o problema desenvolvido na Introdução deste trabalho
Uma das maneiras de se iniciar a justificativa pode ser:

A hipertensão arterial sistêmica é uma doença crônica que, quando não tratada e controlada adequadamente, pode levar a complicações que podem atingir outros órgãos e sistemas. Segundo alguns autores, a elevação da pressão arterial representa um fator de risco independente, linear e contínuo para doença cardiovascular. É uma doença que envolve custos médicos e sócio-econômicos elevados, decorrentes principalmente das suas complicações, tais como: doença cerebrovascular, doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca, insuficiência renal crônica e doença vascular de extremidades.
Estudos anteriores já demonstraram que entre os fatores de risco para a hipertensão arterial estão a idade, sexo e etnia, fatores sócios-econômicos, sal em excesso, obesidade, além de outros.
Estudo observacional indica que o consumo de bebida alcoólica fora de refeições aumenta o risco de hipertensão, independentemente da quantidade de álcool ingerida.
Outros autores relatam também que o sedentarismo aumenta a incidência de hipertensão arterial.  Indivíduos sedentários apresentam risco aproximado 30% maior de desenvolver hipertensão que os ativos. O exercício aeróbio apresenta efeito hipotensor maior em indivíduos hipertensos que normotensos. O exercício resistido possui efeito hipotensor semelhante, mas menos consistente.
Após fazer esta apresentação dos diferentes fatores relacionados ao assunto escolhido que a literatura apresenta você deve então iniciar a explicação sobre a necessidade de se obter mais informações sobre o tema escolhido. Uma sugestão é finalizar a justificativa com: Em nossa experiência diária observamos que: (este é o espaço em que o autor vai explicar o que tem observado em sua atividade atual e a importância e a relevância de maiores esclarecimentos sobre o tema escolhido, bem como seus aspectos positivos e principalmente a contribuição, as vantagens e os benefícios que a pesquisa proporcionará para a coletividade). 
Um exemplo seria: “Portanto, acreditamos que uma maior compreensão da influência da atividade física na pressão arterial de pacientes segundo etnia, associada à avaliação dos fatores como idade, sexo, etc, poderá ser um instrumento para auxiliar na realização das estratégias de controle da doença”. 

Formulação do objetivo do estudo



Tipos de estudos e verbos utilizados para iniciar os objetivos:

Exploratórios (conhecer, identificar, levantar, descobrir)
Descritivos (caracterizar, descrever, traçar, determinar)
Explicativos (analisar, avaliar, comparar, verificar, explicar, correlacionar)

Objetivos específicos:
Assim como o objetivo geral, o(s) objetivo(s) específico(s) deve ser iniciado com verbos no tempo infinitivo, indicando claramente aonde se pretende chegar com o desenvolvimento do estudo (avaliar, analisar, comparar, investigar, debater, esclarecer, determinar, etc).
Supondo-se que o objetivo geral seja:

1- Para um estudo exploratório ou descritivo:Descrever os efeitos do treinamento físico assistido e dos exercícios aeróbicos sobre o controle da pressão arterial de pacientes pré-hipertensos e hipertensos”.

2- Para um estudo explicativo: “Comparar o efeito hipotensor do treinamento físico assistido com os exercícios aeróbicos em pacientes pré-hipertensos e hipertensos”.

Os objetivos específicos poderão ser:

Ø    Avaliar os níveis da pressão arterial em pacientes que realizam exercícios físicos assistidos e pacientes que realizam exercícios aeróbicos segundo grupo etário e sexo;
Ø    Comparar os níveis da pressão arterial em pacientes que realizam exercícios físicos assistidos e pacientes que realizam exercícios aeróbicos segundo duração do exercício físico.

Após a formulação do(s) objetivos(s), o autor deverá formular a justificativa do estudo.